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O Viva Nota beneficiaria a federação e os clubes maranhenses com transferência de uma porcentagem sobre o arrecadado. Porém, até hoje representantes dos clubes e da FMF ainda não possuem qualquer detalhe sobre o projeto, incluindo os percentuais, item de maior expectativa das partes.
José Alberto de Moraes Rego “Geografia”, diretor de competições da entidade, disse ontem a O IMPARCIAL, que muito antes do período carnavalesco houve uma reunião entre a Sefaz, Sespjuv e a federação para discussão do projeto, que está em fase final de preparação, precisando apenas de definição de data para lançamento pela duas secretarias.
Pela proposta da FMF, haveria distribuição de 12 carros 0km, 12 motocicletas, cinco bicicletas, quatro computadores e quatro televisores de 29 polegadas por meio de sorteios semanais. A promoção seria feita sequencialmente em todas as seis cidades com times participantes na competição.
Único motivo
Quando foi idealizado, o Viva Nota virou o único motivo para muitos dos times participarem da Copa União. Um deles é Moto Club, cujo presidente da Junta Governativa, Arimatéia Viegas, disse ontem que o programa representa todo o planejamento financeiro do clube.
“Quando eu assumi a na direção do Moto, a Junta decidiu que era para o clube parar para organizar o Moto. Hoje, a gente não tem dinheiro para contratar jogador, as arredacações são fraquíssimas e a cada dia o prejuízo aumenta. No planejamento para a Copa União, o Viva Nota é tudo. Se não tiver, vai ser um desastre”, disse Arimatéia.
O dirigente revelou que o arrecadado no último domingo, na goleada do Moto por 4 a 1 sobre o MAC, não deu sequer para pagar o ônibus utilizado pelo clube. O borderô do último fim de semana apontou uma renda de R$ 9.835. O Papão angariou 60% da renda, mas após descontos de outros serviços, o líquido ficou em apenas R$ 700. Destes, ainda foi descontada uma verba referente a dois processos trabalhistas contra o clube, deixando o saldo em R$ 472.
Após fazer as contas, Arimatéia reclamou que apenas para o clássico do domingo passado, foram gastos em média R$ 2 mil. Desta forma, para ele é fundamental que o Viva Nota saia do papel. Em uma projeção feita pelo clube, o projeto permitiria ao Rubro-Negro realizar jogos com público médio de 10 mil pessoas na Copa União, angariando renda de R$ 150 mil caso o time saísse vencedor em dez partidas. Ele também colocou que R$ 50 mil seriam dados de bonificação para os jogadores em caso de vitórias.
Hoje, a folha do Moto Club que gira em torno de R$ 86 mil, contando a presença de sete jogadores que “estão vindo aí”, nas palavras do dirigente. O projeto Viva Nota ganha importância pelo fato do Papão ter dificuldades em arranjar patrocínio, em função de ainda não ter sido julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão no caso da Série B de 2009. “Até para arranjar patrocínio é complicado, pois não se sabe se o Moto vai ficar na primeira ou segunda divisão. Não sei porque não julgam logo esse caso”, protestou, referindo-se ao processo.