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Mundo
28/07/2010 -20:58
Wikileaks
Militar americano é principal suspeito de vazar documentos
Manning, de 22 anos, teria acessado um sistema global militar altamente restrito para fazer o download dos documentos.

O Globo

O Pentágono confirmou nesta quarta-feira que o analista da inteligência militar Bradley Manning é o principal suspeito de vazar 92 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão, como informa a CNN citando um funcionário do Departamento de Defesa.

De acordo com a fonte do canal americano, Manning, de 22 anos, teria acessado um sistema global militar altamente restrito para fazer o download dos documentos. O funcionário do Pentágono não quis se identificar alegando que a investigação ainda está em curso.

Para entrar no chamado Secret Internet Protocol Router Network, que teria sido invadido por Manning, e ter acesso a sistemas com material secreto específico são necessárias senhas e até comprovações físicas.

Em viagem ao Egito, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, disse também nesta quarta que as investigações determinarão se acusações criminais serão colocadas no caso. Segundo ele, o Departamento de Justiça trabalha com o Pentágono para determinar a fonte do vazamento de informação.

- Eu deploro a divulgação de informação confidencial. Realmente não é de interesse nacional dos EUA ter esse tipo de material vazado - afirmou Holder a jornalistas.

O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, responsável pela divulgação dos papéis no fim de semana passado, se nega a revelar a identidade de sua fonte.

Da mesma forma que Holder, o general Josef Blotz, porta-voz da força internacional da Otan no Afeganistão (Isaf), condenou a divulgação dos documentos secretos. Em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que o vazamento não terá nenhum impacto no comprometimento da missão com os governos de Cabul e Islamabad, reiterando o que já havia sido dito por Washington.

- Algumas das informações divulgadas são indicativas das razões que nos levaram a modificar nossa estratégia para fortalecer a relação com os parceiros afegãos e paquistaneses - disse Josef Blotz.

Na noite de terça-feira, o Congresso americano aprovou mais recursos para os conflitos no Afeganistão e no Iraque.





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