Como parte do cronograma de implantação será realizada a audiência pública do Tegram marcada para o dia 10 de agosto, no Hotel Luzeiros, na Ponta do Farol. Antes da audiência, está agendada uma segunda reunião. A primeira ocorreu em janeiro deste ano para apresentar o projeto básico entregue este mês pela Progen.
Em Balsas, a apresentação foi conduzida pelo diretor de Planejamento e Desenvolvimento, Daniel Vinent, que mostrou aos produtores da região toda a estrutura logística do empreendimento e também o que está sendo feito para viabilizar a obra. A reunião realizada na sede da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) contou com a presença de importantes instituições do setor agrícola, como a Associação dos Produtores da Ilha de Balsas, Sindicato Rural de Balsas, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural, além de empresas como Geagro, Lavranorte, Grupo Zoltron, entre outros.
Entre as principais reivindicações por parte dos produtores de grãos está a necessidade de garantir o escoamento da produção agrícola por uma via alternativa que possibilite a adoção de preços mais competitivos do que os praticados hoje no Maranhão. “Há muito tempo nós temos apenas um canal de escoamento da produção que é a Vale. O Tegram é a via alternativa que precisamos para garantir vazão aos nossos produtos e que vai nos possibilitar maior competitividade nos mercados”, afirmou José Ramos Tavares, presidente da Associação dos Produtores da Ilha de Balsas.
A expectativa em torno do Tegram se explica pelos números referentes à capacidade de movimentação de cargas após sua conclusão. Só na primeira fase, o Tegram terá quatro armazéns com capacidade estática de 125 mil toneladas cada, infraestrutura para recepção de grãos nos modais rodoviário e ferroviário, correia transportadora central compartilhada e capacidade de expansão para até 15 milhões de toneladas em seu pleno funcionamento. Atualmente, todo o embarque de grãos no Porto do Itaqui equivale ao volume de dois milhões de toneladas de soja no berço 105, operado pela Vale.
“A Emap está trabalhando para viabilizar o Tegram obedecendo ao cronograma da obra. Nossa expectativa é que na audiência pública todos entendam a importância desse projeto para o Maranhão e para o Brasil no que se refere ao setor agrícola”, frisou Daniel Vinent, diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Emap.